desCONSTRUINDO

Dezembro 11, 2007

Novos meios, antigos problemas

Arquivado em: Inovação, Redes Sociais — Erwin Julius @ 8:24 pm
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Dia destes estava conversando com uma amiga, marcamos de nos encontrar na faculdade onde ela estuda para falarmos de algumas oportunidades de trabalho conjunto. Papo produtivo, mentes criativas centelhando, pulando de tendências em tendências fomos desenhando algumas situações da web contemporânea. Nada essencialmente novo, falamos sobre redes sociais ligadas a ações de e-commerce , marketing social, Google e coisas mais.

 

Porém é uma outra linha de pensamento que motiva este post. Lembro-me bem que num determinado momento estávamos conversando sobre a experiências universitárias, diferentes estilos de ensino aplicados por professores, ferramentas e níveis de relacionamento entre professores e alunos. Comparávamos dois tipos de docentes, aqueles que não se aproximam dos alunos, mantendo uma distância imperada pela formalidade e outro, descontraído, “gente fina” que chega ao ponto de criar vínculos de amizade.

 

Professores transitam por uma fronteira perversa. Se tendem demais para um lado, são omissos, distantes, desconhecem os anseios de seu público. Se exageram para o outro lado, integrados, participativos, correm o risco de se envolver demais e em algumas vezes vivendo tórridos relacionamentos com seus “pupilos”. Papo divertido, fácil dizer que isso não é uma atitude correta porém concordamos que estes “pupilos” são capazes de uma criatividade sedutora muitas vezes além do imaginável.

 

Asa

Sem querer apontar o certo ou errado, imaginem trazer este tradicional tema de reunião de pais para a atualidade onde a Internet aproxima todos estes elementos ignorando à antiga necessidade de estarem em um mesmo local e sob um horário pré-determinado. A Associação de Educação de Ohio já pensou nisso e não gostou do que viu. Ela está recomendando fortemente que seus professores deixem de usar MySpace, Facebook e outros Orkuts da vida. A alegação é de que os riscos de um comportamento inapropriado no uso destas ferramentas transcende seus benefícios.

 

A entidade lançou o um processo investigativo chamado “ABC da Traição” que avalia situações como exposição excessiva de informações pessoais na rede, professores associados a comunidades duvidosas e perfis impróprios. Veja três exemplos de perfis encontrados:

  • Professora de 25 anos do noroeste de Ohio diz ser “uma louca agressiva na cama”, “sexy” e “uma excepcional beijadora”
  • Uma professora de 31 anos de uma escola privada expõe que no últimos mês ela se casou, ficou bêbada, fumou, usou drogas e nadou nua;
  • Um professor de matemática, 35 anos, carrancudo, tem alguns de seus alunos no MySpace. Um deles deixou a seguinte mensagem: “Eu pensei em passar por aí e mostrar um pouco de amor para meu melhor professor do mundo. Estou com saudades! O colegial não presta!!! Abraços.”

Quem quiser ver a notícia completa pode clicar aqui.

 

Resolvi ir a campo. Fui bater um papo com um amigo que leciona em uma faculdade de prestígio aqui no Rio, ele tem em torno de 30 anos e de acordo com amigas em comum, um cara bem aparentado. Antenado com a tecnologia, tem MSN, Orkut e a Internet frequentemente participa de suas aulas.

Ele foi direto ao ponto… “Cara o assédio rola sim. Rola ao vivo, em carne e osso, como sempre rolou, mas rola muito mais pela Internet. Eu faço o meu papel, minha relação com alunos na Internet não pode ser diferente, ela é uma extensão da sala de aula. Tenho que impor limites senão o pessoal abusa.”

 

Não vejo a proibição como recomendação ideal para este cenário. A tecnologia está aí e as redes sociais são apenas um de seus novos produtos. Existem colégios na Inglaterra proibindo os alunos de usarem a Wikipedia como fonte bibliográfica. Quem diria?!

Ao invés de proibir as instituições deveriam promover estudos para encontrar o melhor meio de obter o máximo destas novas ferramentas, pois é óbvio que elas vieram para ficar e quem conseguir aplicá-las de forma correta potencializará seu retorno.

 

Quem quer começar???

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Erwin Julius - desConstruindo
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Kanye WestStronger

 

Outubro 26, 2007

Informações Misteriosas

Arquivado em: Colaboração, Inovação, Participação, Tecnologia — Erwin Julius @ 7:14 am
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Você já pensou em compartilhar seus erros com o mundo?

 

– Não, né? Não seria bom pra você e provavelmente deixaria uma imagem ruim, de alguém que erra.

 

Pois é, pra uma pessoa comum o erro é capaz de no máximo fazê-la aprender e não passar pela mesma situação novamente. Mas e se estivermos falando de algo maior, com um número maior de pessoas envolvidas onde seu resultado pode salvar vidas como um centro de pesquisas biomédicas ou outro laboratório de pesquisas?

Nestes casos as falhas podem significar grandes volumes financeiros e muito tempo jogado para o canto, para baixo do tapete. Imagine se as informações sobre estes tipos de erros pudessem ser compartilhados com toda a comunidade de pesquisadores de diferentes cantos do mundo, o quanto de esforço seria economizado no retrabalho para ultrapassar os mesmos quebra-cabeças científicos?

 

Nesta era onde dominador é quem domina a informação fiquei muito satisfeito quando, na sala de embarque do aeroporto, folheando minha Wired me deparei com uma matéria citando algumas iniciativas no compartilhamento de informações caracterizadas como Dark Data. Dark Data são volumosos dados de pesquisa que não deram certo, que frustraram um grande número de pesquisadores, mas que são tão importantes quanto os resultados das pesquisas que terminam com sucesso pois a partir do momento que são compartilhados eles podem alavancar um sem número de outras linhas de estudo que estavam travadas em um enigma ou que passavam por um processo de evolução lenta.

 

Algumas entidades já começam a colocar em prática este conceito. Uma delas é o Journal of Negative Results in Biomedicine (http://www.jnrbm.com/). Seu objetivo vai de encontro com o das principais publicações do setor, que apresentam sempre as últimas descobertas. Ele é direcionado para publicar notícias sobre experimentos que falharam em obter os resultados esperados.

Idealizado por Christian Pfeffer, um pediatra do Instituto Dana Farber, e Bjorn Olsen, um biólogo de Harvard, a idéia surgiu entre conversas sobre experimentos que falhavam ao fazer o que era suposto. Quando isso acontece cientistas simplesmente jogam fora o resultado e tentam novamente. Pfeffer e Olsen perceberam que algumas vezes os resultados “errados” são a resposta certa. On-line, a publicação possui acesso gratuito irrestrito e a publicação de novos artigos segue um processo de aprovação P2P.

 

A imagem aqui de cima foi extraída da de uma apresentação de autoria de Jean-Claude Bradley, coordenador de e-learning e professor na Drexel University. Ele prega possibilidades um pouco mais vanguardistas como o compartilhamento de anotações de pesquisa através de blogs e wikis. Veja ela aqui.

 

É o caminho da transparência, interconexão e trabalho colaborativo… será que funciona?

 

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Erwin Julius - desConstruindo
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Snow PatrolYou Could Be Happy

 

 

Outubro 13, 2007

O novo Marketing? Eliminando barreiras… Criando oportunidades…

Arquivado em: Colaboração, Inovação, Marketing, Negócios, Tecnologia — Erwin Julius @ 7:28 am
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A evolução do Marketing | O Marketing da nova Internet | Marketing 2.0 |Marketing 3.0 (tá chegando, com a Web 3.0) | O marketing e a colaboração | Os novos Ps do Marketing

 

Novo Marketing? Será? – Bem não se liguem muito nas palavras lá de cima, qualquer das sugestões acima poderiam ser o titulo deste post, parte dele ou de uma série. O que importa mesmo é ficar atento ao movimento que vem acontecendo na relação consumidor/distribuidor/fornecedor e outra dúzia de camadas entre a matéria prima e aquele momento maravilhoso quando você rasga a embalagem daquela super barra de Crunch :-))), pra quem não gosta também tem Galak, Diamante Negro, Prestígio, Sonho de Valsa ou Negresco, mas desse eu falo depois.

 

Crunch

Que movimento é esse?

Se focarmos mais na camada final… A do consumo, vamos perceber que a distância entre os interesses do consumidor e o próprio consumidor está cada vez mais curta!!!

Aí você vai dizer:

– Isso não é novidade!

– Sempre aconteceu. As empresas sempre fizeram pesquisa junto ao consumidor antes de lançar um produto.

– E o Call Center!

– Sempre existiu um canal de atendimento para escutar as sugestões dos clientes.

Sim, sim… claro! Este era o diferencial de algumas empresas, elas escutavam os clientes.

ERA! Pois era um processo caro e complexo e hoje ele continua complexo, porém o custo de se gerar um canal com o seu público alvo se tornou irrisório. A Internet está aí, e todo mundo pratica este canal agora, não necessariamente da melhor forma, mas esse é outro papo.

Essa aproximação das partes envolvidas em todo o ciclo de vida de um produto, de forma avassaladora, é o grande movimento. Não apenas o cliente final, mas todo o ciclo, o processo de obtenção de matéria prima, a aquisição de peças para a linha de montagem, a manufatura, a logística de distribuição, a própria estratégia de distribuição, a exposição do produto ou serviço, a sua qualificação na mente do consumidor, seu processo de promoção e o próprio processo de “compra”, tudo isso está passando por um movimento de redução de barreiras. E onde está o Marketing? Bem aí… Dentro de todo este processo, fazendo ele mudar.

 

E não é só no setor alimentício. Eletrônicos, serviços em geral, pesquisa e desenvolvimento estão bem avançados no uso de novas técnicas.

 

  • Hoje vemos equipes de desenvolvimento de produtos distribuídas por diversas partes do planeta, captando sensações de diferentes regiões para planejar uma estratégia de efeito global;
  • Muitos de nós fazem parte de uma grande massa que utiliza produtos inacabados e contribui para sua adequação;
  • Participamos de ambientes virtuais onde empresas reais tentam nos cativar e apresentar seus produtos através de uma nova experiência interativa, quebrando limitações da presença física;
  • Empresas começam a experimentar novas formas de divulgar seus produtos, ou melhor, experimentam caminhos onde seus antigos simples consumidores se tornam agora parte da estratégia de divulgação do produto;
  • Experimentar, experimentar, experimentar…. tem gente apostando nisso — “A experimentação é mais importante que o produto.” — o produto é secundário;

 

Quer acompanhar essa zona? Então convido você a acompanhar os posts que estão por vir. De uma forma desestruturada vamos viajar pelas mudanças que o marketing está proporcionando e como ele mesmo está se adequando a este novo momento.

Não espere um índice, uma estrutura de assuntos ou um resumo antecipado. Não tenho nada desenhado além de algumas idéias na cabeça. Vamos construir isso juntos dia a dia, revisitando acontecimentos, analisando cases, simplesmente jogando idéias na tela.

 

Te vejo lá!

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Erwin Julius - desConstruindo
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The FrayOver My Head

Outubro 1, 2007

Virando páginas

Arquivado em: Inovação — Erwin Julius @ 5:36 am
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Eis o primeiro post, depois de alguns dias de trabalho árduo, sem tempo para formulações mirabolantes ou reflexões complexas resolvi escrever aqui e agora o que seria o ponta-pé desta nova página, um blog em minha vida… é uma escolha de vida, sim, pois é como um filho, que você quer que suceda, mas diferente de um filho, ele vai precisar de você durante a sua existência. Parece mais um cachorro do que um filho :-)

A idéia deste blog nasceu de uma vontade de participar deste momento de mudanças globais, compartilhando com conhecidos, desconhecidos e futuros amigos virtuais algumas observações sobre fatos da vida moderna em torno desse anseio por conectividade que envolve toda uma nova geração debruçada sobre teclado e mouse (pelo menos por enquanto) influenciando um mundo redondo e cheio de cantos em direção a um novo modelo econômico, uma nova forma de fazer negócios, encontrar amigos, ouvir música, ver um filme ou mesmo plantar uma árvore.

Este é um blog despretensioso, ou seja, não tenho o intuito de que ele se torne um guia oficial de coisa alguma, mas que possa vir a ser um banquinho numa praça onde se possa bater um bom papo sobre situações do cotidiano e também da vida desconectada, que vem se tornando mais rara e valiosa.

Seja bem vindo, conteste, concorde, contribua sempre que puder.

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Erwin Julius - desConstruindo
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Snow PatrolOne Hundred Things You Should Have Done in Bed

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